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A Ciência do Microbioma Capilar Entendendo Além da Queda de Cabelo

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PALIND'OR Pharmaceutical - Adriel Santana Paniago

Ilustração em zoom 3d do microbioma capilar

Como o Equilíbrio do Microbioma do Couro Cabeludo Determina a Saúde e a Densidade dos Fios

A evolução da tricologia na dermatologia e medicina regenerativa apresentou um novo paradigma: a saúde e a beleza dos cabelos não podem ser tratadas de forma isolada da pele que os sustenta. Tradicionalmente, o foco da indústria e das clínicas limitou-se ao tratamento do fio visível ou ao combate direto de disfunções severas de queda. Porém a era do cuidado capilar revelou que o couro cabeludo é um ecossistema complexo, altamente ativo e dependente de sua integridade microbiológica para manter os folículos funcionando perfeitamente

O couro cabeludo abriga diversas comunidades de microrganismos, com por exemplo: fungos, bactérias e vírus que formam a barreira biológica cutânea. Quando esse equilíbrio é rompido, instala-se um estado de disbiose. Esse desbalanceamento além de provocar: irritação, excesso de sebo e descamação (caspa), gera também uma cascata inflamatória silenciosa que compromete o bulbo capilar, acelerando a perda de vitalidade dos fios.

Neste artigo vamos detalhar os aspectos científicos da microbiota do couro cabeludo, o papel dos microrganismos residentes e como a biotecnologia dos exossomos liofilizados e purificados PALIND'OR ExoScalp atuam na restauração do equilíbrio ecológico capilar

O Microbioma do Couro Cabeludo em Números

Para facilitar a compreensão da dimensão e a importância dessa barreira ecológica, os dados consolidados pelas pesquisas de microbioma humano demonstram o impacto sistêmico desses microrganismos na nossa fisiologia:

10 a 100 trilhões: É a estimativa de células microbianas simbióticas que habitam o corpo humano, concentradas principalmente em barreiras epiteliais e no trato gastrointestinal.

10 vezes: Existem cerca de dez vezes mais células microbianas associadas ao nosso organismo do que as nossas próprias células humanas.

100 para 1: O número de genes contidos no microbioma supera o nosso genoma humano em uma proporção de aproximadamente 100 para 1, carregando uma riqueza de informações bioquímicas indispensável para a manutenção da homeostase.

80% a 90%: Enquanto o genoma humano é 99,9% idêntico entre os indivíduos, o perfil do microbioma varia entre 80% e 90% de uma pessoa para outra, o que exige abordagens de tratamento altamente direcionadas.

Entendendo A Dinâmica Ecológica do Couro Cabeludo

O ecossistema capilar é colonizado por microrganismos que sobrevivem e metabolizam os componentes do sebo produzido pelas glândulas sebáceas. Em condições saudáveis, estes microrganismos em colônias mantêm-se em uma relação harmoniosa de comensalismo. Os três principais gêneros identificados no couro cabeludo desempenham funções específicas:

Cutibacterium: Bactéria responsável por metabolizar os lipídios do sebo, gerando ácidos graxos livres que ajudam a manter o pH ácido fisiológico do couro cabeludo, inibindo a colonização por patógenos externos.

Staphylococcus: Bactéria comensal benéfica que atua ativamente na proteção e no fortalecimento da barreira física da epiderme.

Malassezia: Leveduras lipofílicas que se alimentam do sebo. Embora façam parte da microbiota normal em baixas concentrações, a sua proliferação descontrolada é altamente pró-inflamatória.

O Mecanismo da Disbiose Capilar

Quando o couro cabeludo sofre agressões físicas (calor excessivo, tração), químicas (procedimentos de alisamento, descolorações) ou alterações internas (estresse, desequilíbrio hormonal), a produção de sebo é desregulada. O excesso de lipídios serve como substrato para a multiplicação acelerada de Malassezia furfur.

Esse fungo cliva os triglicerídeos do sebo, liberando ácidos graxos insaturados irritantes que penetram na barreira cutânea enfraquecida. A principal consequência é o aparecimento da dermatite seborreica e da caspa, acompanhadas de coceira, eritema e microinflamação perifolicular crônica, conhecida como inflamaging. O estresse oxidativo resultante dessa inflamação agride as células da papila dérmica, induzindo o folículo capilar a encurtar o seu ciclo de vida ativo.

O Ativo Patenteado LEUCO-EXO

Para combater estes problemas a partir de sua causa biológica de base, a parceira da PALIND'OR a GFC desenvolveu o ativo patenteado LEUCO-EXO.

Por meio de um amplo mapeamento de dados metagenômicos e isolamento de microrganismos por faixa etária (n = 80 indivíduos), os cientistas descobriram que peles e couros cabeludos jovens e saudáveis (especialmente na faixa dos 10 aos 20 anos) apresentam uma abundância exclusiva de bactérias láticas protetoras. Essa presença diminui de forma acentuada com o passar dos anos.

A GFC isolou e patenteou a cepa comensal benéfica Leuconostoc GFC1203H. Utilizando a tecnologia de purificação por dupla filtragem de alta precisão Hybrid-Exotech™ (Patente nº 10-2215237), removem-se proteínas livres, sais e detritos celulares para isolar exossomos puríssimos.

O PALIND'OR ExoScalp entrega uma concentração extraordinária de 97% de exossomos purificados de Leuconostoc GFC1203H (equivalente a 970.000 ppm), conservados em sua integridade tridimensional por meio de liofilização com manitol

O Estudo Clínico e Molecular PubMed (PMID: 35723343)

A eficácia biológica das vesículas extracelulares derivadas de Leuconostoc holzapfelii (hs-LhEVs) foi estudada e publicada no Current Issues in Molecular Biology (2022). O estudo revelou dados moleculares robustos sobre o estímulo dessas nanovesículas no desenvolvimento e na proteção das células da papila dérmica capilar humana:

A. Proliferação das Células da Papila Dérmica

As células da papila dérmica, localizadas na base do bulbo, regulam a nutrição e o ciclo de crescimento dos fios. Os testes in vitro demonstraram que o tratamento com apenas 0,25% de meio condicionado da cepa patenteada aumenta a proliferação das células da papila dérmica em mais de 110%

B. Wound Healing e Migração Celular

O ensaio de fechamento de feridas avaliou a velocidade de migração celular sob diferentes concentrações de LEUCO-EXO (1, 2,5, 5 e 10 ug/ml) nas janelas temporais de 0h, 6h, 12h e 24h. O ativo demonstrou uma aceleração notável e dose-dependente na migração das células papilares, promovendo a rápida reparação e reestruturação do microambiente folicular sob estresse].

C. Ativação da Via de Sinalização Molecular beta-catenina

A via de sinalização Wnt b-catenina é o responsável pela morfogênese e dita a transição para a fase de crescimento ativo do fio (fase anágena). A análise genética por qRT-PCR demonstrou que a aplicação de LEUCO-EXO promove a regulação positiva de genes essenciais para o crescimento capilar e controle do ciclo folicular:

  • Wnt5A e Wnt10B: Sinalizadores iniciais da cascata de crescimento.

  • beta-catenina: Proteína central que se acumula no citoplasma e migra ao núcleo para ativar a transcrição folicular.

  • Versican e LEF1: Marcadores estruturais e fatores de transcrição determinantes para o vigor e espessura do fio.

  • KGF e GHR: Registrou-se um aumento de cerca de 1,2 vezes na expressão de KGF (fator de crescimento de queratinócitos) e GHR (receptor do hormônio de crescimento), sinalizadores vitais para induzir a produção da haste capilar.

  • Downregulation de BAMBI: Os exossomos inibiram com sucesso a expressão de BAMBI, um conhecido inibidor da sinalização regenerativa de crescimento.


Perguntas Frequentes (FAQ)

Como os exossomos de bactérias se comparam aos de origem vegetal?

Ambas as fontes são seguras e amplamente permitidas pela ANVISA no Brasil por apresentarem risco imunogênico nulo. Enquanto exossomos vegetais (fitossomos) destacam-se por sua rica carga de antioxidantes, os exossomos derivados do microbioma comensal capilar jovem (como o LEUCO-EXO) possuem uma afinidade ecológica espetacular com a biologia do couro cabeludo, atuando diretamente no restabelecimento do equilíbrio da flora residente.

Posso usar secador ou chapinha após a sessão de aplicação?

Recomenda-se evitar lavar a cabeça por um período mínimo de 8 a 12 horas após o procedimento para garantir a completa absorção e permeação das nanovesículas no tecido. Fontes de calor direto (como o secador de cabelo quente) e químicas capilares devem ser suspensas por pelo menos 48 a 72 horas para não gerar estresse térmico ou químico.


FONTES: PubMed


Revisão Técnica e Científica

Revisado por: Farmacêutico Adriel Santana Paniago

Registro Profissional: Farmacêutico Responsável — CRF-SC 25127

Conteúdo verificado com base na literatura científica atualizada sobre exossomos e biotecnologia estética.